Marta Moraes; Rodrigo Amaro. 2017. Aristolochia raja (ARISTOLOCHIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Espécie endêmica do Brasil, com registros exclusivos ao estado do Rio de Janeiro; registrada para os municípios de Italva, Niterói e Rio de Janeiro. É mais comumente encontrada no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, entre 0 e 100 m de altitude (Freitas e Lirio, com. pess.).
Liana conhecida por registros efetuados nos municípios de Niterói, Italva e Rio de Janeiro, no norte fluminense, foi recentemente coletada no Parque Estadual da Serra da Tiririca pela campanha “Procura-se” (CNCFlora/JBRJ/SEA). É possível suspeitar, com base nas informações fornecidas pelos especialistas, que a espécie tenha subpopulações bem pontuais e com poucos indivíduos, uma vez que suas sementes, desprovidas de arilo, parecem estar adaptadas à dispersão em curtas distâncias e seu tempo de geração foi estimado em cerca de 60 meses. Lírio e Freitas (com. pess.) também indicaram a existência de três subpopulações conhecidas, além de reportarem a provável extinção da subpopulação documentada historicamente na cidade do Rio de Janeiro. Essa subpopulação possivelmente desapareceu após o acelerado processo de expansão urbana pelo qual a cidade passou, principalmente nas localidades que costumava ocupar. A subpopulação encontrada dentro dos limites do Parque Estadual da Serra da Tiririca, apesar da aparente estabilidade, encontra-se vulnerável aos efeitos do turismo desordenado e à consequente degradação de seu hábitat. Com EOO=3359 km², AOO=36 km², subpopulações apresentando distribuição pontual e sujeitas a menos de cinco situações de ameaça, suspeita-se que esteja havendo declínio contínuo da EOO, AOO, qualidade do hábitat e número de subpopulações.
Descrita por Mart. & Zucc. em Nov. Gen. Sp. Pl. 1: 78 (1824), Aristolochia raja é uma espécie trepadeira, com pseudoestípulas orbiculares; Folhas membranáceas transversalmente oblongas com um pequeno lobo central formando o ápice; Flores axilares, solitárias, unilabiadas; limbo côncavo de coloração amarela intenso, glabro no ápice e com tricomas esbranquiçados na base e entrada do tubo (Hoehne, 1927; Mart. e Zucc., 1824). Fruto oblongo, septicida; Sementes cordado-triangulares, rugosas e com rafe pouco proeminente (Hoehne, 1927)
Devido à observações de outras espécies do gênero, acredita-se que a espécie tenha tempo de geração maior que 60 meses (Freitas & Lirio, com. pess.).
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 1.1 Housing & urban areas | occurrence, | past,present,future | regional | high |
| Os espécimes no município do Rio de Janeiro foram coletados a mais de 70 anos, constituindo coletas históricas, onde provavelmente a espécie não ocorra atualmente devido à antropização e sua exploração pelo potencial ornamental (Lírio e Freitas, com. pess.). | |||||
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 6.1 Recreational activities | past,present,future | regional | medium | |
| As localidades onde a espécie ocorrem são alvos de visitação intensa o que favorece a degradação do habitat da espécie e sua exploração devido ao potencial ornamental (Lírio e Freitas, com. pess.). | |||||
| Ação | Situação |
|---|---|
| 3.4 Ex-situ conservation | needed |
| É necessário o cultivo da espécie em coleções ex-situ (Lírio e Freitas, com. pess.). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 2.1 Site/area management | needed |
| É necessária a gestão das UCs em que as subpopulações da espécie ocorrem para evitar a degradação do habitat e a exploração da espécie para uso ornamental (Lírio e Freitas, com. pess.). | |
| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||